A maior superlua de 2019

A maior superlua de 2019

fevereiro 19, 2019 0 Por Marco Paulo Ollivier

Hoje (19) teremos um evento astronômico que ficou popularizado como superlua. Mas afinal de contas, o que é uma uma superlua?

Em 2019 teremos a oportunidade de apreciar três superluas. A primeira ocorreu dia 21 de janeiro acompanhado de um eclipse lunar. O evento em questão é conhecido como superlua de Sangue. E a última ocorrerá no dia 21 de março. Apesar do próximo evento não ser tão raro quanto o que ocorreu em janeiro, essa próxima lua cheia será a maior do ano. Vamos entender um pouco melhor esse fenômeno.

A órbita da Lua

O primeiro a observar e a postular que as órbitas dos planetas não são circulares foi Johannes Kepler por volta do século XVI, baseado nos fundamentos heliocêntricos (os corpos celestes giram em torno do Sol) de Nicolau Copérnico. Em sua Primeira Lei, Kepler define que todo planeta girava em torno do Sol de forma elíptica, ou seja, podemos entender que suas órbitas são, de certa forma, “ovaladas”.

Apesar da Primeira Lei de Kepler fazer referência aos planeta girando em torno do Sol, essa mesma Lei pode ser aplicada em corpos celestes que giram em torno de outros corpos por atração gravitacional. É o caso da Lua em relação a Terra. Veja imagem abaixo.

Banco de imagens Nasa

Assim como os outros corpos, a Lua tem um movimento de revolução em torno da Terra elíptico que dura em torno de 27,3 dias. Por conta desse formato de movimento, em um determinado momento a Lua está mais próxima da Terra e em outro, mais distante. O ponto onde a lua se encontra mais distante da terra se chama Apogeu. Já o mais próximo é chamado Perigeu. Um ponto importante a ser ressaltado é que por conta da ação gravitacional e seu movimento elíptico, pode haver uma certa variação de distância entre a Terra e a Lua.

Um outro ponto de destaque são as fases da Lua. Quando pensamos no sistema Sol-Terra-Lua, não podemos pensar em órbitas completamente alinhadas. Afinal de contas, se fosse esse o caso, qual seria a diferença entre um Eclipse Lunar e uma lua nova?

Nesse caso, temos uma Lua Cheia quando a distância angular entre o Sol e a Terra é máxima. Ou seja, quando tanto a face da Lua que está sendo iluminada pelo Sol está voltada para Terra. Veja o exemplo na imagem abaixo.

O que é a superlua?

Agora que entendemos melhor como funciona a órbita da Lua, que entendemos que em um determinado momento ela está mais distante da Terra e que também entendemos melhor como são suas fases, podemos entender o que é o termo que ficou popularizado como superlua.

Uma superlua é um fenômeno astronômico que ocorre quanto temos uma lua cheia no mesmo momento em que a lua está em seu perigeu. Quando isso ocorre podemos vê-la em torno de 14% maior e 30% mais brilhosa. Esses números geram muita confusão, pois normalmente os textos que noticiam o fenômeno os apresentam como se fosse sua visibilidade para o evento em questão, sendo que esse é o máximo que a combinação entre a lua cheia e o perigeu juntos podem alcançar. Lembrando também que essa proporção é feita em comparação com a microlua, que é a lua cheia durante o apogeu.

Vamos pensar: Os corpos estão em constante movimento e suas órbitas não são exatas. Dessa forma, variações de minutos definem o exato momento em que ocorre o perigeu e o mesmo ocorre em relação a Lua Cheia. Quanto mais próximo esses eventos estiverem, maior será o tamanho e o brilho da Lua.

Normalmente esses eventos não são tão simples de serem observados a olho nu. A própria “maior super lua do século” que ocorreu em 2016 precisava do auxílio de equipamentos para você ter uma real dimensão do evento, mas de qualquer forma é um excelente momento para se olhar para o céu e apreciar um evento astronômico tão fascinante.

Peguem seus telescópios, suas câmeras ou apenas olhem para cima e apreciem os maravilhosos momentos da astronomia.

Ah. E vamos torcer para que tenhamos um céu limpo.

Até a próxima lua cheia.